A Sala de Ruth

A sala de Ruth – instalação com curadoria e produção de Ilídio Salteiro

Ruth, de origem Holandesa, é professora de música no conservatório, vive em Tavira e colecciona obras de arte contemporânea de artistas com que contactou durante os últimos 30 anos. Nesta instalação, A sala de Ruth, com curadoria e produção de Ilídio Salteiro, que ocorre no âmbito dos 30 anos da casa das Artes de Tavira, é apresentada a Sala Ruth e a sua colecção onde figuram obras de:
Ana Hatherly, Bartolomeu Cid do Santos, Catarina Botelho, Costa Pinheiro, Fernanda Fragateiro, Isabel Sabino, Ivo, João Hogan, João Onofre, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, Jorge Vieira, José Faria, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Manuel Batista, Manuel João Vieira, Margarida Palma, João Vieira, Miguel Proença, Nuno Calvet, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Pedro Proença, René Bertholo, Samuel Rama, Susana Themlitz, Vespeira e Xana. Continuar a ler “A Sala de Ruth”

Acerca

acerca · educação & biografia · especialização · encomendas · contacto · site

Acerca · retrato de Henrique Calvet · mp
Acerca · retrato de Henrique Calvet

Fotógrafo, vive e trabalha em Portugal (baseado entre Lisboa e Tavira). O trabalho concentra-se em questões que lhe são próximas. Neste momento, em particular, o ordenamento de território agrícola e florestal em Portugal, em geral, e no Algarve, em particular. Acerca do processo, parte geralmente de um ponto de vista documental. Este é posteriormente submetido ao processo de “tornar estranho”, acedendo com frequência a diversas estéticas (p.ex. surreal e formalista). O trabalho assenta também numa abordagem colaborativa ao processo criativo.

acerca · educação & nota biográfica

Após um contacto e uma formação inicial entre 1977 e 1985, é em 1997 que se decide por esta via – a fotografica – de expressão.

Com formação teórica e práctica em agronomia, solos e investigação em sistemas agro-pecuários e florestais (Licenciatura, U.Florida, 1989). O seu trabalho fotográfico documental é informado por este corpo de conhecimento nas ciências da natureza. Serve de facto de orientação de fundo para abordar e desenvolver questões ligadas a pressões sociais resultantes das mudanças do ambiente natural. A integração deste conhecimento tem levado o autor a tratar questões ambientais e da paisagem no seu pais, Portugal, onde actualmente (2018) se vive um risco real do início de prospecções petrolíferas e a implementação de fracking como resultado de políticas governamentais com falta de visão.

Entre 1998-2001 estudou fotografia documental, câmara escura e linguagem fotográfica em Milão na John Kaverdash School e no Círcolo Filológico. Aqui desenvolveu um projecto de street photography para as capas e o interior da revista Milano Free Magazine (2000-01). Inclui-se neste tempo Feira de Sinegallia (1998-1999), Artes da Ria (1999) e o início do projecto Alqueva (2000-2004). Os últimos foram publicados em formato album ou photo book.

Em Portugal a partir de finais de 2001, concluiu uma pós-graduação em Estudos de Fotografia (IADE, 2003-05) e o mestrado em História de Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (U. Nova, 2007-10) e actualmente frequenta o doutoramento na Faculdade de Belas Artes (UL, 2010–). O objectivo deste percurso académico tem sido o de acompanhar a prática fotográfica com algum desenvolvimento teórico. Alguns destes trabalhos estão disponíveis em Academia.edu.

acerca · especialização · encomendas · obras de arte · trabalho de autor · documental · paisagem · experimental

A vertente profissional assenta em encomendas nas especialidades de reprodução de obras de arte, arquitectura, paisagem e retrato, com finalidades editoriais, entre outras. Os formatos empregues variam, desde entre o digital e o analógico (grande formato p&b). Um conjunto de publicações onde figura este trabalho de encomenda esta disponível na Biblioteca Nacional.

O trabalho fotográfico de autor  tem como base a fotografia documental. Partindo usualmente de um paradigma documental, o trabalho vai trilhando o seu percurso. Por vezes assume uma vertente mais experimental, no sentido de poder questionar a própria fotografia. Trabalhos como, por exemplo, Alqueva paisagem que muda, povo que espera e Terra cinza seguem o impulso essencialmente documental, enquanto Artes & Artimanhas da terra para o mar (publicado em livro, o projecto ainda não figura no site) e Árvores estranhadas  começaram com essa idealização documental para chegarem a outra ideia. E claro, o acaso, a deambulação, os percurso meandrosos, são sempre vias para um entendimento alternativo ao fotografado.

acerca · conclusão

Como resultado prático desta vivência, o autor tem explorado outras vertentes da fotografia, além da documental. A dissertação sobre Fernando Lemos (2010) serviu, também. para confirmar um entendimento mais alargado, mais fluido, da fotografia. Nesta demanda outras questões tornaram-se pertinentes, como o conceito de “Ostranenie“; em O existente, o encenado e o “estranhado” (2006) e em Medusa (2010-). Em Domingo à tarde (2006), no contexto da ideia de um colectivo de fotógrafos, o  eyeyeye, o conceito de “estranhado” continua; desta vez através da cópia criativa de uma obra de Leonardo, que incluiu montagem digital e encenação. Esta ideia de colectivo de trabalho permitiu chegar ao projecto paisagem estranha entranha (2012- ) que em 2017 foi apresentado no festival de Arles.

acerca · contacto

miguelproenca (at) me.com

acerca · site

Sobre o nome do site, em Português, a escolha, logo que possível, tornou-se óbvia.  miguelproenca.com abandonado, e substituído por xn--miguel-proena-tgb.com (miguel-proença.com) logo que possível (2013).

O site é dedicado a uma selecção de trabalho de fotógrafo autor.  Abrange trabalho desde o documental de longa duração e o retrato contextual e paisagem ao de trabalho mais experimental em áreas de retrato, multimedia e reportagem. As actualizações do site incluem uma introdução gradual de trabalhos desde 1978, altura do início deste percurso.

O trabalho de encomenda poderá ser disponibilizado sob consulta.

Nota: o Acordo Ortográfico (1990) serve apenas de sugestão e confirma a idade do autor, de fato (ou sem).

mp · 2018.

António Ferro a vertigem da palavra de Margarida Acciaiuoli

Em  António Ferro a vertigem da palavra, de Margarida Acciaiuoli, livro acerca da retórica, política e propaganda no Estado Novo antes e depois da IIa Grande Guerra.Bizâncio Editora, Lisboa.

Fotografia do plenário da Assembleia da República com a autorização e apoio do Arquivo Histórico Parlamentar, a quem agradeço. Assembleia da República, Palácio de S. Bento, Lisboa.