Way home

Miguel Proença • Way home • é certamente uma paisagem submetida a grandes transformações pelo homem após centenas de anos em formação. Cedendo Às pressões humanas em direcção a uma economia com base no turismo uma nova paisagem é fabricada onde as vivências originarias e ancestrais são substituídas por umas artificiais e insustentáveis, umas que rapidamente erodem culturas e solos locais. O turismo como garantia, como alicerce e base equilibradora para um desenvolvimento económico e politico, como caminho único para o desenvolvimento. A fotografia como processo de pensamento/pensar sobre as questões das pressões paisagistas e ambientais resultantes desta acção do homem. A procura de como a paisagem tradicional pode ser actualizada ao tempo do presente trazendo a sua espantosa essência.

Way home

Way home tem como demanda inicial o estabelecimento de um sistema de medida, de uma unidade do visual nos assuntos da paisagem. Acontece num momento de procura de origens, daquilo que é o essencial. Mas também há aqui um jogo de memória fotográfica passada e futura.

Ficha do trabalho

Título: Way home, trabalho iniciado em 2017.
Provas: Jactos de pigmentos de cor s/ papel, 112 x 150 cm, 2017
Apresentado: exposição Fotografias e assuntos de paisagem a Sul, com curadoria de Paulo Catrica, Junho 2017, Casa das Artes.

Terra Cinza

Terra Cinza teve como motivação e urgência algumas visitas à serra do Caldeirão durante dias de incêndios devastadores daquela paisagem. As relações e vivências ancestrais dos habitantes com a serra foram destruídas de forma violenta em poucos dias. A paisagem, a Terra Cinza, que resultou deste “inferno” tornou claro o sentido de um trabalho dominado por pouca e esbatida cor, muito cinzento e preto.

Continuar a ler “Terra Cinza”

Passagens

Em Passagens as referências temporais são eliminadas e a arquitectura aproximada do seu essencial por via do desfoque e do recurso à tradição da fotografia a preto e branco. Esta movimentação de síntese permite abordar o “palco” – Chiado – em que Joshua Benoliel fotografa e constrói um extraordinário documento da passagem deste local para a modernidade e levanta questões pertinentes para o futuro deste trabalho.

Continuar a ler “Passagens”

Corrosão fotónica

Em Corrosão pela luz o auto-retrato fotográfico aproxima-se de uma fronteira do reconhecimento. O sujeito – o fotógrafo – é aqui re-apresentado simplificado, sintetizado, aproximando um ponto de auto-corrosão, de apagamento, de não reconhecimento. A prova desta luz corrosiva é experimentada, é testada, pela via de ferramentas tradicionais da fotografia (luz, foco, des-foque). E assim chegamos a uma fronteira de (des–)reconhecimento da fotografia de retrato convencional. Onde estamos? Próximos da natureza dupla da partícula elementar da luz, o fotão, actualmente pensado como sendo simultaneamente partícula e onda.

Continuar a ler “Corrosão fotónica”

FORMA, INFORME

Este trabalho foi realizado em paralelo com Bruno Lopes, para a exposição  forma, informe, que teve lugar na Arte Contempo em Lisboa, onde as abordagens diferentes e autónomas foram apresentadas no mesmo espaço e tempo. Se a forma serve de base ao reconhecimento e à hierarquização do mundo visual, o informe como processo, tem como finalidade subverter essa mesma organização.
Continuar a ler “FORMA, INFORME”

Feira de Sinigaglia

A Feira de Sinigaglia (Fiera di Sinigaglia) em Milão serviu de tema para este trabalho. Esta feira da ladra milanesa tem lugar todos os Sábados, tendo sido um polo vital de troca nos difíceis anos do pós-guerra. É lugar de encontro cosmopolita, tanto de pessoas como de objectos.

Continuar a ler “Feira de Sinigaglia”